Muitas empresas podem começar a sentir, já nos próximos meses, um aumento na carga tributária, mesmo sem ter registrado crescimento no faturamento ou no lucro. Isso acontece porque as regras de cálculo de alguns tributos mudaram, e a margem considerada pelo governo pode ficar maior do que a margem real do negócio.
A Lei Complementar 224/2025 marca uma virada importante no cenário tributário brasileiro. Embora o texto da lei seja técnico e complexo, o impacto é direto e simples de entender: muitas empresas podem passar a pagar mais impostos, mesmo sem ter aumentado o lucro.
A nova legislação reduz benefícios fiscais e aumenta os percentuais de presunção do Lucro Presumido, alterando a forma como o imposto é calculado. Na prática, o governo passa a considerar que determinadas empresas lucram mais, e, com isso, amplia a base de cálculo do IRPJ e da CSLL. O resultado será aumento de imposto, pressão sobre o caixa e redução da
margem líquida.
Segundo o contador Everton Bortolotto, da Bazzi Assessoria, o impacto mais imediato é o aumento da carga tributária para parte das empresas que estão no Lucro Presumido. “Com a elevação dos percentuais de presunção, o governo passa a considerar que a empresa lucra mais, mesmo que isso não reflita a realidade financeira. Na prática, muitas empresas vão pagar mais imposto sem ter tido aumento real de faturamento ou de lucro.” Isso pressiona o caixa, reduz a margem líquida e exige uma revisão urgente do planejamento tributário.
Muitas empresas estruturaram seus preços e margens contando com incentivos fiscais. Ao reduzir esses benefícios, a nova lei altera o equilíbrio financeiro de diversos negócios. De acordo com Everton, empresas com margens mais apertadas são as mais expostas. “Negócios que dependiam de incentivos podem ter queda na rentabilidade e até precisar reajustar
preços. Em mercados mais competitivos, isso pode significar perda de espaço.” Ou seja: quando o incentivo fazia parte da estrutura de custo, sua retirada impacta diretamente o preço final e a competitividade.
LUCRO PRESUMIDO AINDA VALE A PENA?
Essa é a pergunta que muitos empresários estão fazendo. Com a majoração dos percentuais de presunção para os faturamentos anuais a partir de R$ 5 milhões, o Lucro Presumido, pode deixar de ser automaticamente vantajoso. Para empresas cuja margem real é menor do que a margem presumida pelo fisco, o imposto pode pesar ainda mais. “Cada caso precisa ser analisado individualmente. Para empresas com custos elevados ou resultados mais voláteis, o Lucro Real pode se tornar mais eficiente. Já negócios com alta margem e estrutura simplificada podem continuar no Presumido. A decisão exige simulação técnica”, explica Everton. O que antes era uma escolha operacional, agora se torna uma decisão estratégica.
Esperar o impacto aparecer no resultado pode ser um erro caro. A recomendação é agir com planejamento: revisar enquadramento tributário, recalcular a carga efetiva, analisar preços, margens e fluxo de caixa. “O momento exige gestão tributária mais próxima do negócio e decisões baseadas em números atualizados”, reforça o contador. Tributação não pode mais ser tratada como rotina automática. Precisa ser acompanhada com estratégia.
COMO A BAZZI PODE AJUDAR
Diante desse novo cenário, a atuação consultiva se torna essencial. A Bazzi Assessoria trabalha com diagnóstico tributário individual, simulações entre regimes (Simples, Lucro Presumido e Lucro Real), análise de impacto das novas regras e revisão da estrutura fiscal. O objetivo é claro: antecipar riscos, preservar rentabilidade e dar segurança para que o
empresário tome decisões com base técnica. A Lei Complementar 224/2025 encerra uma fase de zona de conforto tributária para muitas empresas. Agora, mais do que nunca, planejamento não é opção, é necessidade.




