Reforma Tributária muda a rotina financeira das empresas e coloca o Contas a Pagar no centro das decisões

A Reforma Tributária aprovada em 2023 não altera apenas leis e nomes de impostos. Ela muda, na prática, a forma como as empresas lidam com pagamentos, notas fiscais e controle financeiro no dia a dia. Com a criação de novos tributos sobre o consumo e um período de transição que vai até 2033, áreas que antes tinham um papel mais operacional passam a assumir uma função estratégica. É o caso do setor de Contas a Pagar.

Segundo a especialista na área e diretora da Bazzi Soluções Contábeis e Empresariais, Alessandra Bazzi, a principal mudança está na forma como os impostos passam a ser encarados pelas empresas: “O imposto deixa de ser apenas um valor embutido no custo e passa a representar um crédito financeiro. Isso muda completamente a lógica de conferência e pagamento das notas fiscais”, explica.
No novo modelo, os tributos IBS e CBS permitem a recuperação do imposto pago nas compras. Isso faz com que cada nota fiscal tenha um peso maior do que antes.

Se antes um erro podia ser corrigido depois pela contabilidade, agora ele pode significar crédito perdido, mais imposto a pagar no futuro e impacto direto no caixa da empresa. “O Contas a Pagar deixa de ser apenas quem paga contas. Ele passa a influenciar diretamente a saúde financeira do negócio”, afirma Alessandra.

Entre 2026 e 2033, empresas terão que lidar com dois sistemas tributários ao mesmo tempo. Para Alessandra, esse é um dos momentos mais delicados do processo, pois manter processos antigos em um sistema novo é um risco enorme. A empresa pode perder dinheiro sem perceber, seja por créditos não aproveitados ou por pagamentos feitos de forma incorreta. Entre os principais riscos estão falhas na conferência de documentos, erros de classificação e falta de integração entre compras, financeiro e fiscal.

Com a reforma, a conferência das notas fiscais passa a exigir mais atenção. Não basta checar valores e datas. Informações como tipo de operação, descrição do serviço ou produto e destaque correto dos tributos passam a fazer diferença. Uma nota paga com erro pode gerar problemas lá na frente. E, nesse novo cenário, corrigir depois nem sempre resolve. Um documento fiscal com informações incorretas pode impedir o aproveitamento de créditos, aumentar o valor de impostos a pagar e reduzir a margem da empresa. Além disso, gera retrabalho, desgaste com fornecedores e maior exposição a fiscalizações, já que o cruzamento de dados pelo fisco será cada vez mais automatizado.

A tecnologia e a preparação das equipes é decisiva no processo. A adaptação dos sistemas de gestão e o preparo das equipes financeiras serão fundamentais para atravessar esse período com segurança. Os sistemas precisarão ser atualizados e parametrizados corretamente, mas, segundo Alessandra, isso não substitui o conhecimento das pessoas envolvidas no processo. “Não é só tecnologia. É entendimento do novo modelo. Quem não capacitar sua equipe vai sentir os impactos no caixa”, destaca.

A Bazzi como parceira na adaptação das empresas

A Bazzi Soluções Contábeis e Empresariais atua apoiando as empresas na reorganização de processos, especialmente nas rotinas financeiras e fiscais. O trabalho envolve desde a revisão dos processos que afetam o fluxo de Contas a Pagar até a orientação das equipes, sempre com foco em reduzir riscos e proteger os resultados financeiros durante a transição. “A reforma tributária exige mudança de postura. Quem se antecipa e trata o tema como estratégico sai na frente”, conclui Alessandra Bazzi.

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